Teorias da Cultura de Massa

Blog do curso de Teorias da Cultura de Massa do curso de Graduação em Historia da UFF. Sextas, das 14h as 18h.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Documentario Digital Nation

Um documentario sobre a era digital, em inglês, vale a pena conferir!

Textos sobre a WEB

Pessoal,

dêem uma olhada neste blog com textos sobre midias sociais!

http://www.blogmidia8.com/2010/09/36-livros-sobre-midias-sociais.html

A historia da Internet

Amigos,

O discovery passou um documentario muito legal chamado "download: a
verdadeira historia da internet" dividido em 4 partes de 40 minutos
cada. O primeiro episódio trata da épica briga entre netscape e internet
explorar, o segundo fala da emergencia do google e dos mecanismos de
busca, o terceiro trata do ebay e da amazon e o quarto fala do "poder do
usuário" e das redes sociais. Um ótimo material para discussão.

Seguem os links

1º Episódio: Guerra dos Navegadores

http://www.megaupload.com/?d=T6O30COJ

ou

http://www.fileserve.com/file/cVajCm3

2º Episódio: A pesquisa

http://www.megaupload.com/?d=EQSANUFW
ou
http://www.fileserve.com/file/KUxMk7E

3º Episódio: Ebay e Amazon

http://www.megaupload.com/?d=R9953G90
ou
http://www.fileserve.com/file/rSYAumC

4º Episódio: O Poder das Pessoas

http://www.fileserve.com/file/2rY8nCw

domingo, 19 de setembro de 2010

Comentário ao texto A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica, de Walter Benjamin

Na última aula surgiram leituras em direções opostas sobre o texto “A obra de arte...” de Benjamin. Divergências quanto à positividade ou negatividade da aura e da sua destruição, da evolução da técnica, do cinema, do teatro, sobre a relevância da autenticidade do original, etc. Um detalhe que talvez complemente esta discussão diz respeito às diferentes versões que este texto possui. Parte das divergências talvez tenha surgido do fato de termos lido duas versões diferentes do texto. Parte da turma utilizou a versão traduzida por Paulo Sergio Rouanet (é a primeira versão do texto). A outra parte utilizou a tradução de José Lino Grünnewald (a segunda versão do texto). A explicação abaixo pode ajudar a elucidar algumas diferenças.


No livro Constelações, Luciano Gatti analisa as bases filosóficas de Theodor Adorno e Walter Benjamin, tentando entender o porquê da discórdia dos dois pensadores frente a alguns fenômenos estéticos como o cinema ou o Teatro Épico do Brecht (entre outros), uma vez que os dois partiam de um projeto filosófico comum desde os anos 20. Bom, resumindo muito, e sendo até um pouco grosseiro, a idéia é que Adorno tornou-se adepto das concepções filosóficas de Benjamin ao ler suas primeiras obras sobre crítica literária (uma Sobre o Conceito de Crítica de Arte Primeiro Romântico Alemão, outra sobre As Afinidades Eletivas de Goethe e outra sobre o Drama Barroco Alemão). Mas quando ambos se defrontam com novas manifestações estéticas (o cinema, o teatro épico, o surrealismo, a fotografia, o dadaísmo, etc), e com o avanço da técnica e da indústria cultural, tomam posições diferentes sobre eles. Enquanto Adorno continua ligado às bases filosóficas anteriores, Benjamin reformula suas concepções, que para ele não davam conta dessas novas manifestações.

Paralelamente a isto, o futuro financeiro de Benjamin influenciará na discussão dos dois. Ou nos resultados dela. Segundo Gatti, “após o fracasso de sua carreira universitária em 1925, com a recusa pela Universidade de Frankfurt do livro sobre o Drama barroco como tese de habilitação, ele havia conseguido sobreviver em Berlim escrevendo uma série de trabalhos para o rádio e para os periódicos... num momento em que a precariedade material, que se agravaria a partir do ano seguinte [1933] no exílio, o impedia de dedicar-se a qualquer trabalho de maior envergadura. São essas dificuldades financeiras que o aproximam do Instituto de Pesquisa Social [de Frankfurt].”¹

Gatti então mostra como essa situação inverte a discussão entre Benjamin e Adorno (que antes traduzia-se no primeiro com maior autoridade sobre o segundo). Agora, nas cartas, além do crescimento intelectual de Adorno, a posição superior no Instituto e a dependência material de Benjamin o colocariam em outra posição:

“O fato de o Instituto lhe ter restado como praticamente a única possibilidade de publicação de seu trabalho colocou-o numa relação de dependência material repleta de conflitos financeiros e intelectuais. Os três ensaios que publicou na revista do Instituto a partir de 1936 foram acompanhados de desgastantes negociações. ‘A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica’ foi publicado em 1936 apenas em tradução francesa após um extenuante processo de revisão que eliminou as menções expressas ao marxismo e alterou substancialmente o conteúdo do texto.”²

Longe de encerrar a discussão, pelo menos acho que isto fornece alguns dados a mais para pensarmos quando lermos a primeira ou a segunda versão do texto; ambas não publicadas à época.

Links:

Primeira versão do texto: http://www.google.com.br/url?sa=t&source=web&cd=3&ved=0CCAQFjAC&url=http%3A%2F%2Fleandromarshall.files.wordpress.com%2F2008%2F03%2Fa-obra-de-arte-na-era-de-sua-reprodutibilidade-tecnica.doc&ei=69OWTL-7IYKB8gawkp2NDA&usg=AFQjCNFVnGKnf7SAttLAr_Op066l0rrupA&sig2=8CBAsJE3aiLbRUglrNy30A

Segunda versão do texto: http://www.scribd.com/doc/17365360/Walter-Benjamin-a-Obra-de-Arte-Na-Era-de-Sua-Reprodutibilidade-Tecnica

1- Luciano GATTI, Constelações. Edições Loyola: São Paulo, 2009. pp. 18-19.

2- Idem, pp. 19-20. A nota que acompanha o trecho diz ainda: “A decepção de Benjamin com o resultado do trabalho pode ser constatada pelo esforço em publicar a versão original na revista Das Wort.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Gilberto Gil na USP, 1973


O blog Toque Musical desenterrou esse show do Gil na Poli em 73. Eis a apresentação que o site faz do registro:

Em 1973, o estudante de geologia da USP, Alexandre Vanucci Leme, foi torturado e morto pela repressão política do regime militar. Gilberto Gil, que estava em São Paulo, então recém chegado do exílio, foi procurado pelos universitários que o convidaram para fazer um show de protesto, improvisado no campus. Por volta de umas duas mil pessoas assistiram a esta apresentação nas dependências da Escola Politécnica da USP. Gil tocou e conversou com o público durante três horas de show. Esta apresentação foi registrada pelos estudantes em um gravador de rolo (benditos gravadores de rolo!). A fita ficou guardada e esquecida por um longo tempo. Apenas algumas poucas pessoas tiveram acesso a este material. As cópias em fita K7 eram fragmentadas e com um som de má qualidade. Vinte anos depois a fita master foi encontrada e restaurada, inicialmente pelo músico do Grupo Rumo, Paulo Tatit, para um projeto de lançamento da gravação comercial em CD.

Aí temos o repertório daquela noite:

“Oriente”
“Chicletes com Banana”
“Minha Nêga na Janela”
“Senhor Delegado”
“Eu Quero um Samba”
“Meio de Campo”
“Cálice”
“O Sonho Acabouv
“Ladeira da Preguiça”
“Expresso 2222″
“Procissão”
“Domingo no Parque”
“Umeboshi”
“Objeto Sim Objeto Não”
“Ele e Eu”
“Noite Morena”
“Cidade de Salvador”
“Iansã”
“Eu Só Quero um Xodó”
“Edith Cooper”
“Back in Bahia”
“Filhos de Gandhi”
“Eu Preciso Aprender a Só Ser”
“Cálice (final)”

Não consegui acessar o site do "toque-musical", por isso coloco outros links, mas fica a referência.

http://www.filetram.com/g/1/0/gil-usp
ou
http://search.4shared.com/q/1/gil%20usp

Odair José e o LP experimental



Pra quem se interessou pelo LP experimental de Odair José comentado pela Silvia duas aulas atrás vale a pena baixa-lo no link abaixo. O LP chama-se "O filho de José e Maria", de 1977. Vale a pena conferir:

http://www.4shared.com/file/YZp7BGEg/Odair_Jos_-_1977_-_O_Filho_de_.htm

Crepúsculo: crise do público-alvo?

Na ultima aula tivemos o video das mães fanáticas pelo livros e filmes da série Crepúsculo! Sintam-se livres para comenta-lo!

Segue o vídeo: